sábado, 8 de novembro de 2014

Detalhes Funcionais!

Por João Oliveira. A análise comportamental no ambiente coorporativo, quando bem usada pelo departamento de RH, pode ampliar as possibilidades de produtividade do indivíduo e, até mesmo, identificar possíveis crises antes que elas estejam causando perdas a instituição. Uma contínua e saudável observação da linguagem corporal do corpo funcional deve auxiliar ao planejamento de ações motivacionais. Isto pode dotar o profissional de Rh da instituição da informação necessária para saber o tempo certo de implementar treinamentos, dinâmicas, eventos que possibilitem uma alteração no “status quo” sempre que for necessário. Óbvio que é necessário um pouco mais do que algumas dicas de como o ser humano exibe suas emoções, muitas vezes sem a plena consciência delas, para se tornar um bom analista comportamental. No entanto, algumas informações básicas já servem como indicativo da importância deste conhecimento em qualquer empresa que deseje manter um bom nível de produtividade. Lembramos que o contexto é sempre relevante e que, um elemento da linguagem corporal, isolado, não é muito representativo neste perfil de observação pois, o indivíduo, em particular, pode estar apresentando seu estado de espírito próprio por motivos vivenciados em sua experiência social/familiar. A análise dos índices presentes, a quantidade de vezes que é exibido ou a propagação do comportamento entre os elementos da equipe, é que irão, realmente, revelar o estado emocional instalado no grupo observado. Outro importante detalhe em uma boa análise é jamais alertar os elementos em observação sobre suas condutas numa tentativa de “corrigir” a exibição de estímulos emocionais. Isto irá criar uma neblina comportamental e atrapalhar futuras análises. O corpo fala, sim é verdade, saber ouvir o que ele tem a dizer em uma empresa pode significar muito para a melhor deliberação de um gestor. Assim, sempre focando no valor da observação grupal e, apenas com a intenção de criar uma atenção diferenciada para mais esta boa ferramenta organizacional, elencamos aqui algumas situações onde o corpo pode demonstrar o estado de espirito reinante. 1) No refeitório, durante as refeições, o braço esquerdo (nos destros) fica levemente levantado como que se protegesse a comida enquanto a pessoa se alimenta. Posicionamento clássico de defesa em um momento essencial para manutenção da existência. Isto exibe um certo grau de insegurança com o ambiente. Se muitos no grupo exibem este movimento pode ser uma sinalização de que reina uma forte ansiedade entre eles. 2) Passos rápidos. Um momento de pressão pode gerar a falsa necessidade de velocidade física que acaba por ser impresso nos passos dos elementos sob o mesmo teto. Quando observamos que esta aceleração do andar se estende por vários dias, estamos diante de uma possível futura crise de erros. A “urgência” diária vai projetar falhas no desempenho das tarefas laborais. 3) Ângulo da cabeça. Pessoas que andam com a cabeça pendendo para baixo, em um ângulo menor que 90°, indicam a elaboração da tristeza que pode chegar a um perfil depressivo na coletividade. Muito parecido com o “ar de cansaço” a tristeza torna os movimentos lentificados e o raciocínio perde bastante a capacidade de resolução dos problemas. Limita a produtividade. 4) Absenteísmo por doença. O surgimento de sintomas numa coletividade é um forte indício de uma estrutura agressiva de pressão emocional instalada. Se torna necessário observar também se este movimento não faz parte de uma agenda com períodos específicos de manifestações. Épocas onde a produtividade precisa dar maior vazão para cobrir necessidades de mercado são mais propícias ao surgimento de eventos desta natureza. 5) Roupas. Mesmo uma empresa que utiliza uniformes pode, com a observação do modo como as pessoas se vestem, revelar alguns elementos importantes. A desorganização do pensamento, movido por algum objeto estressante, acaba por externalizar isto na forma como o grupo se mantém (ou não) estruturado em todos os detalhes desde o perfil de objetos na mesa de trabalho até o modo de se vestir. Todas as análises devem possuir uma base comparativa. O parâmetro comportamental é importante, pois sem ele não é possível ver alteração ocorrendo. Um olhar instantâneo oferece informações, mas é a continuidade que agrega conteúdo para a tomada de decisão no momento oportuno. Entender os sinais apresentados e usar isto de forma salutar para energizar o ambiente e alterar ânimos, elevando a autoestima, é o que se espera de um bom profissional de RH voltado para o futuro. Ações são bem vindas em qualquer tempo e, como sabemos, essenciais no momento certo. Artigo de João Oliveira. Contato: (oliveira@joaooliveira.com.br). Informações no site do ISEC: http://www.isec.psc.br

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