sábado, 18 de fevereiro de 2012

Passar de escritor para editor até que não é difícil. Afinal, o escritor tem que lidar com editores e acaba conhecendo os macetes. Para mim, que sofri na pele o grande problema de venda e distribuição de livros, não foi difícil vestir a camisa do autor e absorver seus temores e dificuldades. Muitos acham que, ao contrário do Conselheiro, do Mestre Machado – os escritores não comem; então, exige-se tudo deles e nada lhes é dado. Assim, você escreve seu livro, sonha com ele, envia os arquivos para a editora, acerta os custos e fica na espera. Expectativa. Esperança. Paciência... O livro chega às suas mãos cheirando a novo – tem coisa mais gostosa que cheiro de livro novo? – e aí começam as preocupações. O livro tem que ser divulgado, lançado, vendido. Como fazer? Sabe o caçador que esqueceu o rolinho de fumo do caipora? Assim é você. Preso na mata, sem rumo ou apoio. Alguns vendem 20, 30 exemplares e ficam felizes. Outros, “pagam mico” no mesmo dia do lançamento; quase ninguém vai, além dos amigos e parentes. Você cria coragem e se dirige às livrarias que, invariavelmente, lhe respondem: - Não vendemos livros de autores baianos; - Não vendemos livro de poesia; - Não vendemos livro de autoajuda; - Autor novo e desconhecido é difícil de vender. Mas, o que fazer se você é poeta? Também não vai dizer que nasceu em outro lugar. E, como poderá ser um velho autor conhecido se não pode se divulgar? Console-se. Grandes nomes da Literatura já passaram por isso. Editores e livreiros são comerciantes. Precisam ganhar para manter seus negócios e seu público. E, tome a vender Crepúsculo e outras bobagens importadas. Resta-nos o grande comprador de livros: o governo. Millôr já dizia que antes um bom escritor tinha apenas que saber escrever. Hoje, basta ser adotado nas escolas. Mas, para isso tem que participar de editais e licitações. Na Bahia, é porteira fechada; uma grande fundação domina tudo. Viva os amigos do rei! Aí, você tem um estalo: Temos a Internet! Ora, eu tenho um blog, escrevo em sites, publico em jornais virtuais e sou acolhido por um bom público, cerca de 100 pessoas. Pelo menos, venderei 100 livros. – ledo engano... A maioria dessas pessoas ou são escritores ou estão tentando ser; nenhum deles vai comprar o seu livro. Todos vão elogiar, vão se referir ao seu talento, vão até recomendar... e, só. Se internautas comprassem livros eu que tenho – segundo woopras, feedjits e Google – mais de milhão de leitores na rede, seria best-seller. Mas, tem uma técnica para se vender livros que nunca falhou desde a Era Industrial. E, para quem foi, como eu, vendedora premiada várias vezes vendendo livro pelo Brasil e treinando vendedores, esse segredo me foi confiado. Ele está ajudando a vender meus livros e ajudará a vender também os seus, caro escritor. Esse segredo ajudará, ainda, a evitar a “causa mortis” da maioria dos editores. Sabe como é que eles se suicidam? Se jogam do alto da pilha de livros que encalharam, editados por eles. Não quero isso para mim nem para você. Vamos trabalhar juntos? ___________________________________________________________________
MIRIAM DE SALES OLIVEIRA: CEO da Pimenta Malagueta Editora. Conheça um pouco do trabalho dela no Blog Miriam de Sales. Ver http://www.miriamdesalesoliveira.blogspot.com/

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